“Indiretas Já”


Com a propagação das redes sociais e a facilidade de se alcançar muitas pessoas ao mesmo tempo, veio no "pacote" às chamadas indiretas, você já deve ter visto frases do tipo: "Quem não da assistência abre concorrência", "As máscaras sempre caem", "Só observo, depois não chore minha ausência", e por aí vai.

Observo com muita atenção esse movimento, ele invariavelmente diz muito mais sobre o remetente do que sobre o destinatário. Fico preocupado quando vejo as pessoas exercendo a sua percepção e o seu incomodo pelo outro de uma maneira quase que anônima e muitas vezes pouco eficaz.

As indiretas podem estar refletindo uma enorme insegurança do indivíduo em explanar os seus conflitos de forma honesta consigo e com o outro, procurando através da exposição social uma forma de ter uma ilusória sensação de amparo e empatia vindo das outras pessoas que recebem aquela queixa on-line, sem contar na expectativa de que o "alvo" da indireta acabe mudando.

Será mesmo que essa opção é a melhor?

No primeiro momento possivelmente pode até dar uma sensação de autenticidade por "falar" aquilo que pensa, mas a pouca efetividade no chamado "a carapuça serviu" volta para o individuo em forma de uma sensação de impotência em resolver os conflitos e até mesmo ausência de maturidade emocional para lidar com as relações conflitivas.

Existem outras formas e maneiras de trabalhar o incômodo e promover uma relação autentica e sólida com o meio.

Compreender as suas debilidades, potencializar a sua resiliência e te auxiliar na percepção de como "fazer diferente" é um dos papéis do psicólogo.

O autoconhecimento é um grande aliado para te dar outras possibilidades de lidar com os conflitos relacionais.

Refletindo?